Tem coisas que você não aprende na escola, e às vezes nem na faculdade. Ninguém nunca teve na grade curricular o que fazer quando o salário acaba antes do mês ou como não se endividar. Alguns hábitos financeiros você aprende em casa, observando seus pais.
Muitas das frases que eles sempre repetiam são lições valiosas, que só entendemos o significado anos depois. E não é só a su mãe que é campeã das frases ninguém leva a sério, o seu pai também tem as dele.
Vai dizer que você nunca ouviu “dinheiro não nasce em árvore” ou “tenha um pé-de-meia”? Para quem hoje enfrenta endividamento por apostas ou tenta reconstruir as finanças do zero, essas frases tem um peso diferente.
Este artigo fala sobre os hábitos financeiros que o seu pai tentou passar e o que acontece quando eles ficam para trás.
O que são hábitos financeiros e qual a sua importância
Os hábitos financeiros são aqueles comportamentos que você repete automaticamente quando o assunto é dinheiro. Gastar por impulso é um exemplo, mas ruim. Guardar uma parte do salário todo mês também é um hábito, só que mais sustentável.

Se você cresceu vendo seu pai planejando toda compra antes de ser feita aprendeu, mesmo sem ninguém explicar, que dinheiro precisa ser usado de forma consciente. Mas se você cresceu em um ambiente onde o dinheiro nunca era assunto, pode ter aprendido o oposto.
O ponto é que os hábitos financeiros que você carrega hoje provavelmente não são uma escolha consciente. São padrões que você adquiriu ao longo do tempo. E para mudar alguns hábitos que sejam ruins exige mais do que a vontade de mudar, mas sim entender de onde eles vieram.
As lições de pai que ajudam a prevenir o vício em apostas
Uma das primeiras coisas que o ciclo compulsivo com as apostas afeta é a consciência financeira. Quem está com ludopatia percebe que os hábitos financeiros saudáveis são gradualmente substituídos por padrões que o vício impõe.
Mas algumas lições que o seu pai dava lá atrás eram um ensinamento, como “não gaste o que você não tem”; “faça um pé-de-meia”; “dinheiro não nasce em árvore”. Todos eles falavam sobre dar valor ao dinheiro e, principalmente, a dificuldade em conquistá-lo.
No entanto, as apostas muitas vezes tiram o sentido dessas lições por prometerem recuperar o que foi perdido, quando você gasta o dinheiro de uma conta para jogar e acaba se endividando.
Seu pai provavelmente também falou sobre evitar gastos por impulso, que é um dos comportamentos que mais comprometem a saúde financeira. Nas apostas, você alimenta o impulso e não o controla.
E aqueles hábitos financeiros que seu pai tentou ensinar e que poderiam funcionar como freio são ignorados. Recuperar essas lições é reconhecer que os hábitos financeiros mais sólidos são os mais consistentes, e que eles ainda podem ser construídos independentemente de onde você está agora.
Nunca é tarde para ouvir o seu pai
“Não se compare com os outros.” Os hábitos financeiros prejudiciais muitas vezes nascem da sensação de que todo mundo está ganhando e avançando mais rápido. Só que não existe um atalho, é a aposta que alimenta exatamente essa sensação.
E o seu pai provavelmente já sabia o que acontece com quem acredita que os atalhos existem. Por isso, ele sempre dava as lições financeiras mais conscientes possíveis.
Como criar hábitos financeiros saudáveis depois da ludopatia
Criar hábitos financeiros após um período de apostas compulsivas não é um processo simples, mas é possível. Primeiro de tudo, você pode começar a adotar algumas das lições que o seu pai já te dava. Porém, elas ainda vão precisar de um “reforço”.
Faça uma projeção da sua situação e evite ficar se julgando. Descubra o quanto deve, para quem e o quanto você recebe todo mês. Sem esse mapeamento, qualquer tentativa de reorganização é construída sobre base instável.
O segundo passo é entender o comportamento por trás dos números. Hábitos financeiros prejudiciais raramente têm origem na falta de informação. Têm origem em padrões emocionais e comportamentais que precisam ser reconhecidos antes de serem mudados.
Para quem está em um ciclo compulsivo por apostas, isso é fundamental, pois o comportamento compulsivo deixa marcas que vão muito além do extrato bancário. Procure apoio especializado para entender melhor o comportamento.
O terceiro passo é construir novos hábitos financeiros de forma gradual. Não corte tudo de uma vez, mas estabeleça pequenas rotinas que criam consciência sobre o dinheiro. Um exemplo é registrar os gastos diariamente e criar uma reserva mínima antes de qualquer outro objetivo.
A base de tudo é o conhecimento em educação financeira para conseguir mudar de comportamento. Ter a consciência sobre o dinheiro te ajuda a se organizar melhor, a negociar dívidas e montar planos realistas.
Aprenda educação financeira com o IAA
O Instituto de Apoio ao Apostador (IAA) oferece toda semana uma sala de educação financeira gratuita para quem precisa reconstruir os hábitos financeiros depois que o ciclo do vício em apostas deixou marcas.
As sessões são espaços que vão além de uma aula sobre investimentos. É um espaço onde você recebe orientação especializada para aprender a quitar dívidas, buscar fontes de renda extra seguras, montar um planejamento e criar hábitos financeiros funcionais.
Tudo isso sem julgamento, de graça e sem a necessidade de se expor. Portanto, se você não está endividado, não sabe por onde começar e ou quer entender como o dinheiro pode voltar a ser um recurso gerenciável, participe das salas!
Apoio psicológico especializado
Além da sala de educação financeira, o IAA também oferece salas para acolher quem está sofrendo com o vício em apostas. Mediadas por psicólogas especializadas, as sessões contam com apoio, orientação e troca de experiências.
O apoio psicológico também é fundamental para mudar hábitos financeiros. E se você chegou até aqui, o primeiro passo já foi dado. Entre em contato com o suporte do IAA e saiba como participar das salas.

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