O celular e o vício em apostas estão cada dia mais interligados. Existe uma influência do smartphone em você e a facilidade de acesso, a múltipla oferta de jogos online e publicidades o torna um gatilho perigoso. Mas o que acelera esse ciclo é outra compulsão causada pelo aparelho: o vício em telas.
O motivo disso é que a dependência pelo celular e a ludopatia compartilham mecanismos psicológicos e neurológicos parecidos. Por isso, o vício em telas pode intensificar a liberação de dopamina, o hormônio do prazer, algo muito parecido com o que acontece no vício em apostas.
Como consequência, um pode acabar naturalmente impulsionando o outro. Em ambos os casos, o estímulo rápido gera no cérebro o efeito de euforia e satisfação. Além disso, os vícios são marcados por necessidade frequente de estímulo, dificuldade de interromper o uso e perda de controle.
Neste artigo, você vai entender como funciona essa conexão e por que ela é essencial para evitar que o entretenimento digital evolua para a ludopatia, resultando em prejuízos emocionais e financeiros.
Semelhanças entre vício em apostas e vício em telas
A principal relação entre o vício em apostas e o vício em telas são os efeitos causados no cérebro. Em ambos os casos, os mesmos mecanismos psicológicos e neurológicos afetam você e te deixam mais suscetível ao comportamento compulsivo.
Esse processo ocorre a partir da liberação de dopamina, o neurotransmissor conhecido como hormônio do prazer. A sensação de satisfação é imediata e o estímulo é prazeroso ao ponto de aumentar ainda mais o desejo para obtê-lo. Isso é o que chamamos de ciclo compulsivo.
Como funciona esse processo no cérebro?

É muito simples. Sabe aquela sensação de felicidade instantânea que você sente ao comer um doce? Esse prazer vem da liberação de dopamina e é o mesmo quando você está mexendo no celular ou apostando. Até aqui, parece algo bom, não é? Mas na prática não é bem assim.
O prazer imediato surge a partir de atividades que intensificam os riscos do comportamento compulsivo e não são “naturais”. Pense novamente no exemplo dos doces. É muito difícil ficar satisfeito com um só. Basicamente, seu cérebro alimenta a vontade de sempre querer mais para ter a mesma sensação.
Isso é o que o vício em apostas e o vício em telas causam. A tentação e o desejo se tornam cada vez maiores e, por serem atividades que envolvem riscos e problemas, naturalmente vão te prejudicar com o tempo. Falando das apostas, temos as perdas financeiras. Já no uso excessivo de telas, podemos citar ansiedade e depressão.
Recompensas rápidas e perda de noção de tempo
O motivo para o desenvolvimento do ciclo da compulsão são as recompensas rápidas que as telas e as apostas oferecem. As redes sociais, por exemplo, a todo momento incluem novos vídeos virais no seu algoritmo prontos para prender a sua atenção.
Já as apostas possuem mecanismos ainda mais intensos, projetados para mantê-lo conectado. A incerteza do resultado e a possibilidade de ganhar dinheiro criam uma combinação poderosa de expectativa e excitação. Além disso, existem os bônus disponíveis e a gamificação de toda a plataforma com estímulos rápidos.
Outra relação muito comum entre o vício em apostas e o vício em telas é a perda da noção do tempo. Quem nunca passou horas rolando vídeos sem perceber? E no mundo das apostas não é diferente, com a facilidade de conexão, rodadas rápidas, apostas sucessivas e funcionamento 24h.
Sinais de alerta para observar

Existem alguns comportamentos que podem indicar que o uso de telas e apostas está ultrapassando limites saudáveis. Veja abaixo os exemplos:
Sinais do uso excessivo de telas
- Fadiga ocular;
- Dores de cabeça;
- Dores na coluna e postura;
- Distúrbios do sono;
- Sedentarismo;
- Ansiedade;
- Depressão.
Sinais do vício em apostas
- Mentiras sobre a relação com o jogo;
- Pensamento obsessivo;
- Dificuldade em parar de apostar;
- Apostas como fuga dos problemas do dia a dia;
- Aumento do risco e frequência;
- Problemas financeiros, profissionais e de relacionamento;
- Irritabilidade e nervosismo.
Como prevenir e lidar com o vício em apostas e o vício em telas
O primeiro passo para se prevenir de ambos os vícios é a informação. Entender que o que parece apenas um hábito moderno pode, em alguns casos, evoluir para padrões que afetam saúde mental, finanças e qualidade de vida é fundamental. Depois disso, é a hora de reconhecer os sinais e o problema.
A partir daí, você pode construir uma rede de apoio formada por amigos e familiares para falar sobre isso sem julgamento. Além disso, se for necessário, é importante buscar apoio também de profissionais adequados. No caso do vício em telas, você encontra apoio gratuito pelo SUS, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Onde buscar ajuda para o vício em apostas?
Já para o caso do vício em apostas, você encontra psicólogos especializados no Instituto de Apoio ao Apostador. O IAA oferece suporte para jogadores compulsivos e também familiares, com atendimento individual, grupos de apoio gratuitos, materiais informativos e muito mais.
Basta entrar em contato conosco através do link abaixo:

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